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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

A mulher do tarô


Tinha um pobre coitado que andava o dia todo com uma placa, pra baixo e pra cima na volta do mercado público. Eu ficava olhando o sujeito e pensando: “Que vida de merda! O que um cara tem que fazer para ganhar uns trocados? Na placa estava escrito: Adivinho sua sorte! Tiro feitiço e curo qualquer mau olhado. -  Eu tava olhando de maneira bem mau para a placa e o sujeito. Resolvi me aproximar e disse : – E aí meu velho? Beleza?
- Tudo legal! Ele respondeu.
- Me diz uma coisa onde é este lugar?
Ele apontou para uma portinha entre duas lojas do outro lado da rua, e disse: – É ali moço.
- E o que eles fazem?
- Madame lê cartas de tarô. Ela é muito boa, leva este papel e ela te da um desconto.
Alcançou-me um pedaço de xerox onde estava escrito que valia 10% de desconto.  
- Obrigado. Agradeci e atravessei a rua, a porta estava aberta e no fundo da sala tinha uma mulher sentada atrás de uma mesa. O lugar era um prédio caindo aos pedaços e que fedia a mofo. Se espirrasse ali dentro poderia desmoronar tudo.
Mas, a mulher não era de todo mal, morena de cabelos cacheados e seios fartos, que pareciam que iam pular para fora do decote do vestido. Usando uma maquiagem pesada. Uma mistura de prostituta de rua com a brega de uma doméstica saída de alguma vila muito ordinária.
- Oi. Você tá livre agora? - Perguntei.
- Sim, meu senhor. Senti que o senhor precisa de ajuda. -Ela respondeu.
- Qual seu nome? Perguntei.
- Claudia. E o seu? Ela perguntou.
- Jeux. Gostaria de ver como é este negócio de tirar sorte.
- Pode se sentar, fique à vontade.
Ela acendeu um incenso fedorento e pegou um baralho velho e foi embaralhando enquanto me sentava na sua frente. Fiquei olhando ela embaralhar e ao mesmo tempo ficava olhando o decote e vendo aquele rego entre os seios. Claudia tinha uns 30 anos, bem judiada, os seios grandes e flácidos, os pneus de gordura apareciam na sua cintura, formando algumas camadas, pareciam pneus de bicicletas empilhados, quadril largo. Um vestido floral ridículo e sapatos vermelhos que combinavam com a boca vermelha, o cabelo cacheado e pintado de preto. Ela colocou uma carta na mesa e falou:
- Vejo que você tem uma paixão mal resolvida.
- Pode ser. - Respondi.
Colocou outra carta na mesa, deu uma respirada. Dava pra ver que ela estava toda suada. Fiquei imaginando qual seria o modelo da calcinha e a cor. Puxei minha cadeira para mais perto da mesa.
- Ela ainda te ama muito. Claudia continuou.
- Verdade?
- Sim, e vejo que vem boa notícia.
Fiquei sem tirar os olhos do rosto dela, aquela boca vermelha, lábios carnudos, a língua. Abri o zíper das minhas calças e coloquei o pau para fora e comecei a massagear.
- Sim, ela lhe ama de verdade e vocês vão casar. Ela continuou após colocar outra carta na mesa.
- Que bom.  - Respondi.
Ficava olhando seu rosto e ia descendo até o decote, olhava tudo, suas mãos, braços, o corpo volumoso. Toda aquela decoração ridícula e o local decadente. Fiquei de pau bem duro, e continuei à medida que ela ia tirando as cartas e falando eu ia massageando com mais vontade.
- Você está gostando das revelações? - Claudia Perguntou.
- Sim, muito. - Respondi com a voz meio presa, estava tenso. Quase gozando.
Ela foi colocando as cartas e falando. Fiquei apenas olhando e me masturbando até gozar. Apenas direcionei para o lado o meu pau e gozei por baixo da mesa. Não sei onde minha porra foi parar. No final ela falou que tudo iria ficar bem. Eu ia ter muito dinheiro, casar com a mulher que eu amava, ter um monte de filhos e.... - Guardei meu pau, fechei o zíper e a paguei. Ela ficou feliz e eu consegui relaxar. Agradeci por tudo, levantei e fui embora.
Quando saí na rua, quase dei de cara com o sujeito da placa que estava bem na frente da porta falando com uma senhora, quando ele viu que eu estava saindo veio em minha direção.
- E ai como foi? - O sujeito perguntou.
- Você tinha razão, ela é muito boa. - Respondi.
Continuei andando e o sujeito ficou próximo à porta, minha mão ainda estava meio melada e limpei nas calças.




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