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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

A mulher que morava com o ex-marido e odiava cigarros


Comecei, uma época a fazer umas tentativas malucas de tentar achar uma mulher interessante. Teve uma que conheci numa farmácia, ela trabalhava de balconista. O nome dela era Francini.
Passei na farmácia para comprar umas aspirinas e comecei a conversar com ela, parecia simpática. Tinha um corpo razoável, que ainda dava para se divertir. Sei que consegui o telefone, e naquele mesmo dia à noite liguei. Convidei Francini para irmos tomar uma cerveja na avenida, ela explicou onde morava. Fui até a casa dela e saímos pra tomar a cerveja. Estacionei o carro ao lado de um trailer e pedi uma cerveja para a garçonete. Tudo correndo normalmente e continuamos conversando. Tomamos aquela cerveja e perguntei se ela queria ir para um local mais sossegado. Se ela queria ir para um motel, ela topou na maior naturalidade, dei um beijo e fomos para o tal motel. Aí, o negócio ficou realmente complicado. Primeiro que foi uma transa que parecia mais uma luta livre, e ela era um dos lutadores e ao mesmo tempo o juiz, ficava todo o tempo berrando as regras do jogo:
 - Agora me fode por trás!...Arregaça a minha bunda, vai tô mandando!...Com mais força!...Não mete no meu cu!...É pra meter na buceta!...Aperta meus peitos!...Agarra com força seu merda!...Mais força!...Não quero beijo, me dá uns tapas... Mas, põe força nessa mão!...
E eu ali, fazendo tudo. Praticamente espancando ela, já tinha até pensado em pegar o pé do abajur e mete na buceta dela, ela queria tudo com muita intensidade. Tudo na base da porrada. Já nem sabia o que estávamos fazendo, e a Francini se virava, me enchia de insultos e baixava a mão. Tava ficando louco e não era de tesão.
Daí de uma hora pra outra ela disse:
- Chega, não quero mais. E se encolheu num canto da cama.
Fiquei com vontade de pegar a roupa e sumir, mas dei uma parada, sequei um pouco do suor e acendi um cigarro. A mulher veio pra cima de mim feita uma doida e me botou pra fora do quarto pelado, gritando:
- Eu não suporto cigarro! Sai daqui seu merda! Eu vou te matar!
- Quem você pensa que é pra tá fumando perto de mim?
Tive que sair pelado e ir até a portaria do motel, pedir pra alguém ir acalmar a doida e pegar as minhas roupas. O cara da portaria ficou me olhando como se não tivesse acreditando no que tava vendo.
- A mulher é doida. Falei pra ele.
- O senhor sabe que temos regras, não se pode andar pelado pelo motel.
- Mas, a doida me botou pra rua.
- Se o senhor não se vestir, vamos ter que chamar a polícia.
- Caralho, chama a porra da polícia, então. Você não tá entendendo.
- O senhor é que parece que não ta entendendo.
- Me faz um favor eu só quero a minha roupa, vai lá no quarto.
Uma camareira apareceu com uma toalha e eu me enrolei, e continuei conversando, até que o sujeito entendeu e foi até o quarto, e conseguiu a minha roupa de volta. Falou que a mulher tinha dito que eu podia voltar para o quarto.
Entrei no quarto e Francini já tinha se vestido e estava calma, se aproximou e me deu um beijo, pediu desculpas. Eu falei que tava tudo bem, peguei minhas roupas e fomos embora.
Eu tava estacionado na frente da casa dela, quando um sujeito saiu na porta e ela me contou que ele era seu ex-marido e que os dois moravam na mesma casa. Tinha se separado por causa do cigarro, que ela não suportava o cheiro. Fiz de conta que entendi, ela perguntou se eu ia ligar de novo, falei que sim. Deu-me um beijo e desceu do carro. Quando ela já tava quase entrando, eu resolvi acender um cigarro. Não deu outra. Ela voltou correndo e começou a chutar a lataria do carro, liguei o carro e saí o mais rápido que pude dali. Enquanto eu me mandava dava pra escutar os berros dela dizendo o quanto odiava cigarros. Hoje quando eu encontro uma mulher nova sempre pergunto se ela tem algo contra fumante. E dou preferência para as que fumem. Quando contei esta história para o Sr. Antonio, ele deu uma boa risada e me chamou de louco, que deveria ser mais cuidadoso.

Ele tem razão, tenho esta facilidade de me atirar, sem pensar, em qualquer aventura, por mais absurda que pareça. Tento sempre usar a desculpa de laboratório para a criação dos meus personagens, estou sempre propenso a pesquisar a alma feminina. Até hoje apenas comi a carne, nenhum relacionamento mais profundo do que o calor das cobertas.




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