Pular para o conteúdo principal

DICA DO DIA

Geração beat (Beat Generation, em inglês) ou movimento beat

Geração beat (Beat Generation, em inglês) ou movimento beat é um termo usado tanto para descrever um grupo de norte-americanos, principalmente escritores e poetas, que vieram a se tornar conhecidos no final da década de 1950 e no começo da década de 1960, quanto ao fenômeno cultural que eles inspiraram (posteriormente chamados ou confundidos aos beatniks, nome este de origem controversa, considerado por muitos um termo pejorativo). Estes artistas, levavam vida nômade ou fundavam comunidades. Foram, desta forma, o embrião do movimento hippie, se confundindo com este movimento, posteriormente. Muitos remanescentes hippies se auto-intitulam beatniks e um dos principais porta-vozes pop do movimento hippie, John Lennon, se inspirou na palavra beat para batizar o seu grupo musical, The Beatles. Na verdade, a "Beat generation", tal como os Beatles, o movimento hippie e, antes de todos estes, o Existencialismo, fizeram parte de um movimento maior, hoje chamado de "contracultura".
As obras mais conhecidas da Geração beat na literatura são Howl (1956) de Allen GinsbergNaked Lunch (1959) de William S. Burroughs e On the Road (1957) de Jack Kerouac.1 Tanto Howl quanto Naked lunch foram o foco da prova de obscenidade que ajudaram a libertar o que poderia ser publicado nos Estados Unidos. Seus principais autores eram publicados pela City Lights Books, editora de San Francisco, pertencente ao poeta beat Lawrence Ferllinghetti.
On the Road transformou o amigo de Kerouac, Neal Cassady, em um herói dos jovens. Os membros da Geração beat rapidamente desenvolveram uma reputação como os novos boêmios hedonistas que celebravam a não-conformidade e a criatividade espontânea. É interessante observar que a geração beat representou a única voz nos EUA a levantar-se contra o macartismo, política de intolerância que promoveu a chamada "caça às bruxas", resultando em um período de intensa patrulha anticomunista, perseguição política e desrespeito aos direitos civis nos Estados Unidos, o qual durou do fim da década de 1940 até meados da década de 1950. Vale observar que muitos dos chamados "beats" eram comunistas ou de esquerda, sendo, no geral, de tendência anarquista, se os analisarmos de um ponto de vista político. Ainda assim, nunca foram aceitos como verdadeiros esquerdistas pelos comunistas ortodoxos, como Fidel Castro, por exemplo. Formalmente, a poesia beat de Ginsberg, Gregory Corso e Lawrence Ferllinghetti se aproxima bastante da poesia surrealista, bem como ocorre com a prosa um tanto caótica de Burroughs. Já a prosa de "On the road", de Kerouac, é simples e espontânea, politicamente corajosa, mostrando que muitos poderiam demonstrar sua inconformidade e expressar seu próprio eu sem serem propriamente eruditos através da arte, e que o "kitsch" pode elevar-se ao sublime.
O adjetivo beat, do inglês, tinha as conotações de "cansado" ou "baixo e fora", mas quando usado por Kerouac esse também incluía as paradoxais conotações de "upbeat", "beatific", e a associação musical de ser "na batida".
Os escritores Beat davam enfâse a um engajamento visceral em experiências com as palavras combinadas com a busca a um entendimento espiritual mais profundo, e muitos deles desenvolveram interesse no Budismo). Como o poeta francês Rimbaud, acreditaram que poderiam alcançar um "grau maior de elevação da consciência" através do desregramento dos sentidos, e por isso não dispensavam o uso das drogas, em seus primórdios. Ecos da Geração beat podem ser vistas em muitas outras subculturas além da cultura hippie,como na dos punks, etc.

Referências

  1. Ir para cima Charters, Ann ed.The Portable Beat Reader published by Penguin books. ISBN 978-0-14-243753-7. The table of contents is online, and shows Kerouac, Ginsberg and Burroughs as the first three featured authors.
  2. artigo copiado da http://pt.wikipedia.org/wiki/Gera%C3%A7%C3%A3o_Beat

Ofertas:

Postagens mais visitadas deste blog

"Eu nunca o vi bêbado" - uma entrevista com o editor de Bukowski (RARIDADE)

John Martin foi o editor de Bukowski durante grande parte de sua carreira, e é por isso que você agora sabe quem é Buk e você o ama ou odeia. Foi o que ele nos contou sobre sua conta.





Bukowski e sua esposa Linda. Fotos via Getty Images

Seja qual for a sua opinião de Bukowski - que você acredita que um niilista talentoso que só pensou em beber e foder, a voz de uma geração, ou um pouco de ambos - é inegável que era uma figura fundamental na história literária de Los Angeles. Por esse motivo, quando faz alguns anos trabalhamos no número do programa (o tema de Hollywood), decidi entrar em contato com John Martin, o editor de Bukowski. No final, a entrevista não foi publicada e permaneceu no rascunho até alguns dias atrás, quando decidimos publicá-la.


Se existe uma pessoa viva que pode dizer que conheceu o verdadeiro Charles Bukowski, essa pessoa é Martin. Martin foi o editor de Bukowski durante grande parte de sua carreira, e é por isso que você agora sabe quem é Buk e você o ama ou odei…

Exclusive Stephen King Interview - Entrevista exclusiva de Stephen King

Stephen Edwin King (born September 21, 1947) is an American author of contemporary horror, suspense, science fiction and fantasy. His books have sold more than 350 million copies[2] and many of them have been adapted into feature films, television movies and comic books. King has published fifty novels, including seven under the pen name Richard Bachman, and five non-fiction books. He has written nearly two hundred short stories, most of which have been collected in nine collections of short fiction. Many of his stories are set in his home state of Maine. King has received Bram Stoker Awards, World Fantasy Awards, British Fantasy Society Awards, his novella The Way Station was a Nebula Award novelette nominee,[3] and his short story "The Man in the Black Suit" received the O. Henry Award. In 2003, the National Book Foundation awarded him the Medal for Distinguished Contribution to American Letters.[4] He has also received awards for his contribution to literature for his …

fundo transparente para criar imagem PNG

---------------------------------------------------------------- ------------------------------------------------------------------ passe o mause em cima da parte branca entre as duas linhas tracejadas , clique com o botão direito do mause  e copie o fundo transparente para criar imagem PNG
Criar e imprimir cartão de visita e flyer