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terça-feira, 10 de março de 2015

11 capítulo - novela - negociante de almas - Röhrig C. - lançamento 2015 - livro

11 capítulo - novela - negociante de almas - Röhrig C. - lançamento 2015 - livro

11
No dia seguinte acordei e fiquei na cama pensando a respeito das ligações entre o Sr. Ângelus e o Sr. Anderson. Nada daquilo fazia sentido. Eu conhecia o velho Anderson. Eu pensava que conhecia. Afinal de contas porque Bernardo me mandou procurar o Padre? Porque o Padre ficou nervoso quando pronunciei o nome do sujeito? Resolvi levantar e tomar um banho.
Abri a porta, e quem estava lá sentado no sofá da sala? Não era Ângelus, nem o Bernardo, nem mesmo o Padre. Ela sorriu para mim.
- Bom dia Pedro, desculpe a invasão.
- Camila.
- Precisamos conversar.
Ela sorriu novamente e cruzou as pernas, lindas pernas.
- Andas fazendo muitas perguntas na cidade.
- Eu sei, sou curioso.
- Não é uma atitude muito saudável.
- Isto é uma ameaça?
- Não meu querido. Entenda como um conselho, eu gosto de você.
- Apenas quero entender – eu disse -, o que esta acontecendo.
- Esta acontecendo alguma coisa? Nunca acontece nada nessa cidade.
- Era o que eu pensava também.
- Pedro seja mais coerente, cuide da sua vida.
- Eu estava cuidando, mas parece que a vida de vocês se misturou a minha.
- O seu amigo – ela disse -, não iria gostar. De ver você fazendo tantas perguntas por ai.
- Por que não? Ele tinha algo que deveria ficar escondido?
- Chegue mais perto - ela disse – quero te dizer algo.
Sentei ao seu lado no sofá, nossos joelhos se tocaram, ela fez uma leve pressão com seus dentes sobre seu lábio inferior.
- Tudo bem – eu disse -, me conta. O que esta acontecendo... tem algo acontecendo?
- Não posso. Eu prometi. É um segredo de família.
- Ah, meu Deus – suspirei. – Tá bem, não temos nada para conversar.
Ela se dirigiu para a porta e ficou parada ao lado com a mão na maçaneta. Me olhou por cima de seu ombro direito. Continuei sentado no sofá observando-a.
- Vá me visitar amanhã à noite.
Girou a maçaneta da porta, abriu-a, fechou-a e foi embora.
Foi algo estranho, absurdo. Sem nenhuma lógica. Como ela conseguiu abrir a porta do meu apartamento. O que ela queria? Muito estranho. Levantei e fui tomar meu banho.

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