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quarta-feira, 11 de março de 2015

12 capítulo - novela - negociante de almas - Röhrig C. - lançamento 2015 - livro

12
Depois do café, decidi ir ao cemitério. Peguei o carro e fui dirigindo até o local. Já estava na hora do almoço e o estacionamento estava vazio. Abri o porta-luvas e retirei o isqueiro e a carteira de cigarros. Fiquei sentado dentro do carro, fumando um cigarro e esperando alguém aparecer. Não sei quanto tempo fiquei ali esperando. Até que um carro entrou pelo portão principal e se aproximou. Os dois homens desceram do carro, e se dirigiram para o lado das capelas.
Desci do meu carro, e caminhei na direção deles.
- Ei! Só um minuto! Gritei.
Os dois homens pararam, e se viraram para trás.
- Bom dia – eu disse -, tudo bom!
- Bom dia! Um deles disse.
- Preciso falar com vocês.
- Você é o cara daquele enterro, que tivemos que carregar o caixão no carrinho. O que você quer?
- Preciso apenas de umas informações.
- Se eu poder ajudar – um deles disse -, o que quer saber?
- Foguinho – o outro disse -, vou te deixar com o teu amigo e continuar o serviço.
- Não se preocupe. Vai ser rápido. Eu disse, enquanto um dos sujeitos continuou andando.
Aproximei-me do Foguinho e começamos a conversar a respeito do que tinha acontecido aquele dia.
- Você se lembra daquele sujeito. Que estava ao meu lado no estacionamento, quando você foi pegar mais material.
- Já faz tanto tempo. Deixa-me pensar um pouco.
- Um sujeito bem vestido de terno e sapatos que brilhavam tanto que pareciam de espelho.
- Lembro, sim. Um sujeito com pinta de milionário.
- Isso.
- O que tem ele?
- Você o conhece?
- Não.
- Mas você já tinha visto ele antes. Sabe alguma coisa.
- Nunca tinha visto até aquele dia. Nem imagino quem possa ser. Mas ele não daqui da região.
- E como sabe?
- A cidade é pequena todo mundo se conhece. E outro um sujeito com aquele estilo. Parece ser mais da capital. Ele parecia ser muito metido.
- Certo. E como anda o serviço?
- Tudo tranquilo. Estamos apenas fazendo manutenção. Lembrei-me de algo.
- Do que?
- Agora pensando, me lembrei de que ele voltou no outro dia. É isso mesmo. Ele estava aqui no cemitério, um dia depois do enterro. Encontrei-o caminhando pelos corredores.
- E o que ele estava fazendo?
- Apenas caminhava. E quando perguntei se ele precisava de alguma coisa. Foi estranho.
- Por quê?
- Ele falou apenas que estava esperando um amigo. Mas não tinha nenhum enterro naquele dia. E que tipo de pessoa marca um encontro no cemitério. Mas depois que conversei, eu não o vi mais. Sumiu.
- Tem certeza que nunca o viu na cidade?
- É claro. Não da para esquecer um sujeito daqueles.
Com quem ele tinha ido se encontrar no outro dia? E porque desapareceu? Se ele queria me entregar o testamento. O pedreiro não tinha motivos para mentir. Ou tinha? A história ficava cada vez mais confusa. A única certeza é que algo muito estranho estava acontecendo. E aquilo tudo podia ser apenas a ponta de um iceberg.

- Obrigado amigo – eu disse -, não vou lhe atrapalhar mais.
- Ok, se precisar de mais alguma coisa sabe onde me encontrar.

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