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sábado, 21 de março de 2015

18 capítulo - novela - negociante de almas - Röhrig C. - lançamento 2015 - livro



18
Então comecei a voltar de carro para a cidade. A imagem da mulher não saia da minha cabeça. Senti certa culpa, por estar desejando a mulher de um velho amigo. Mas ele está morto e não vai mais precisar dela. Fiquei curioso em saber o real motivo que Bernardo poderia ter para querer me manter longe do cemitério. O que estaria acontecendo no cemitério. E a funerária seria uma empresa de fachada? Quem sabe Ângelus possa me responder. O fato é que eu já estava envolvido. Em todos os sentidos. Bernardo falou da ganância de Anderson, mas poderia ser o contrario também. E se o Padre não tinha nenhum envolvimento, porque Bernardo ficou curioso em saber o que tínhamos conversado. Depois do enterro Ângelus poderia ter ido ao cemitério para se encontrar com o Bernardo. Foguinho apenas falou que se lembrava de ter visto o sujeito e que ele tinha comentado que estava esperando um amigo. Camila também não estava à vontade com a situação. Ela parecia querer dizer algo. E o que estaria escrito no tal testamento. Pude perceber que Bernardo e Camila não sabiam da existência de um testamento. Não fazia sentido no convite deles, a não ser que eles suspeitassem que o velho Anderson tivesse me contado algo. O que poderia ser mais perigoso, saber de algo ou não saber. Agora pelo menos, eles têm a certeza que eu sei de alguma coisa. O que me coloca em uma posição de risco.
O celular começou a tocar.
- Alo.
- Pedro?
- Sim, quem fala?
- Ângelus.
- Já estou chegando.
- ok.
Desligou.
Eu já estava a menos de cinco quadras do apartamento. Tive que frear bruscamente, um cachorro se jogou na frente do carro. Por pouco não o atingi. 



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