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sábado, 4 de abril de 2015

novela: O convite

01
Por algum motivo eu tinha sido convidado para uma festa. E isto não fazia o menor sentido. Nunca fui do tipo relações publicas. Gosto da minha privacidade, e não tenho nenhum carisma. É provável que o convite tenha sido apenas um engano.
Não podia recusar um convite, por mais que achasse que não valeria o esforço. Tive que aceitar.
Eu estava na festa e tinha passado menos de meia hora. Cumprimentei todos os conhecidos e estranhos. Tinha mais estranhos do que conhecidos. O convite também não ajudou muito. Ele vinha apenas com o primeiro nome, um nome comum.  A casa era grande, e fácil de perder-se no meio do povo. Peguei uma cerveja e fiquei caminhando, evitando-o de parar junto aos grupinhos. Sempre as mesmas conversas, as mesmas coisas. Fiquei imaginando quem seria a aniversariante, ou o que se estava comemorando.
Fazia um calor dos diabos e a casa parecia um forno. Logo o assunto do momento se tornou o calor e a falta que faz um ar condicionando. No meio de uma das salas, tinha uma mesa com canapés e outros tipos de salgadinhos. Fiquei um tempo encostado na mesa comendo e olhando as pessoas. Nada interessante. Percebi que a noite ia ser longa. Do outro lado da mesa tinha uma garota que parecia estar na mesma situação que eu. Ela estava também completamente deslocada e perdida.  Resolvi fazer a volta na mesa e puxar assunto com ela.
- O que esta achando da festa? – Eu disse.
- Oi, tudo bom – Ela disse -, esta boa.
- Parece  – Eu disse. –, que você não é sincera.
- Como?
- Você esta sendo sincera?
Ela não era nada mal. Bem interessante para ser sincero. Talvez a festa acabasse bem. Pelo menos eu estava conversando com uma mulher jovem e atraente. E isto tem seu valor.
- Com licença. Ela disse.
- Ei, espere não vai me deixar aqui sozinho.
- É que preciso encontrar a minha amiga.
- Me desculpe, vamos começar de novo.
- Mas...
- Eu sei, fui meio grosso. Juro que vou melhorar.
- Você é engraçado. Ela disse e sorriu.
- Viu, você já esta sorrindo. Qual seu nome?
- Caroline, e o seu?
- Alfredo. Muito prazer Caroline.
Fiz questão de trocar uns beijinhos no rosto, e sentir o perfume da garota mais de perto. Simplesmente sedutor.
- De onde você conhece a Monica? Não me lembro de ter lhe visto antes aqui.
- É minha primeira vez. Devo conhecer ela de algum bar.
- Você não sabe de onde?
- Eu não sei nem quem é ela aqui no meio da multidão.
- Você veio a uma festa e não se lembra de como é o dono da festa.
- Eu sei, parece ser meio idiota. Mas é a pura verdade.
- Que coragem.
- Parecia ser uma boa ideia quando recebi o convite.
Ficamos conversando, enquanto a festa prosseguia, e as pessoas conversavam, comiam e bebiam. Mas ainda não sabia nada a respeito da Caroline. Apenas que ela era bonita, simpática e conseguia localizar a dona da festa. Eu estava bem acompanhado. 

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