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VESTÍGIOS - UMA PAIXÃO INSANA (3)

“O cristianismo é bom para as mulheres e os mendigos.” - Machado de Assis
03 Fico olhando os objetos na estante, cada presente uma história diferente. As duas taças a frete dos livros, na prateleira mais alta, repousam sublimemente depois de tantas batalhas, tantos encher e se esvaziar em nome do amor e do prazer. Agora um leve toque de poeira as torna solidas no espaço e tempo. Um presente de uma mulher casada e respeitável. Combinamos de nos encontrar no motel, Vera levou as taças e uma garrafa de vinho chileno, cabernet sauvignon, com seu aroma inconfundível de frutas vermelhas, encorpado e de uma acidez agradável.Para completar a cena, a morena levou seus saltos altos e finos. Seu fetiche era transar usando saltos altos, que valorizavam suas pernas bem torneadas. A combinação perfeita, carne morena com vinho tinto. (daqui para a frente vou publicar apenas o inicio de cada capitulo, se quiser ler toda a história vai ter que comprar o exemplar na Amazon, quando estiver pronto aviso 😊…

DICA DO DIA

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Encher ou enxer?

Encher ou enxer? A forma correta de escrita é encher de acordo com a Língua Portuguesa. Ou seja, é escrito com “ch”. Encher é um verbo e significa tornar cheio; ocupar o espaço vazio; completar. Esta questão também se estende ao erro comum de escrever “emxer”; formas igualmente incorreta. Como sinônimos de encher podemos, mediante o contexto, usar os seguintes termos: completar, encharcar, entulhar, inflar, ocupar, preencher, rechear. Enxer não existe na Língua Portuguesa.

VESTÍGIOS - UMA PAIXÃO INSANA (2)

“A inocência não se envergonha de nada.” - Jean-Jacques Rousseau 02 Camila estava dormindo em meus braços, um sono profundo. Um sono justo de quem tinha passado o dia fazendo coisas. Eu estava acordado, com a insônia típica de quem não faz nada na vida. Resolvi levantar da cama e ir tomar um café. Vesti o roupão do finado e sai do quarto sem fazer barulho. Passei pelo corredor escuro, até chegar na porta entreaberta do quarto da Julia. Dei uma espiada para dentro e a vi de bruços deitada apenas de calcinha, uma calcinha fio-dental preta de renda. Seu rosto estava virado para o lado da porta. O quarto iluminado apenas pelo pequeno abajur sobre o criado-mudo. Fiquei admirando seu corpo e suas curvas. A garota parecia dormir tranquilamente, apesar de ter deixado a porta entreaberta e estar apenas de calcinha. Fiquei excitado com a cena. Coloquei a mão pela abertura do roupão e comecei a me masturbar. Ela abriu os olhos e não ficou assustada, apenas fez um gesto com a mão me convidando a en…

livro: VESTÍGIOS - UMA PAIXÃO INSANA

VESTÍGIOS UMA PAIXÃO INSANA

“Não é a pornografia que é obscena, é a fome que é obscena.” - José Saramago
01 Quando olho tudo ao meu redor, e sei que cada parte de mim e deste todo é você, e vocês. Relembro em detalhes cada momento como se fosse único. E foram únicos. Fizemos o que tínhamos desejo de fazer, sem tabus, moral ou culpa. Apenas o prazer pelo prazer. Como a arte pela arte. A loucura, que contagiou, em nossa intimidade e segurança de nunca ser revelado. Mas minha mente continua como num loop obsceno voltando e voltando, rasgando todas as sedas e mostrando o animal que somos, selvagem e humano. Marcela me trouxe Shakespeare até minhas mãos, depois tirou a roupa, me alcançou a tira de couro, e ficou de quatro em cima da cama, fiquei olhando seu dorso e sua bunda. Comecei a açoita-la pela bunda, subindo até os ombros, e descendo novamente. A cada estalo da tira tocando seu corpo, a mulher gemia de prazer e dor, pedindo por mais força, mais força. Suas costas iam ficando lanhadas, a…

EFEITO WERTHER (16)

EFEITO WERTHER (16) Senti um alivio quando voltei para a rua. Novamente estava inteiro em minha solidão. Procurei a ponta mais distante no balcão do bar, longe dos outros clientes e pedi uma cerveja. Parecia ser uma manhã agradável, o garçom largou o copo e a garrafa na minha frente e foi conversar com os outros clientes. Enchi o primeiro copo, e dois sujeitos se sentaram nos bancos a minha esquerda. O tom da voz deles era tão eloquente que pareciam dois oradores, disputando a atenção do público. E o único publico que estava ali próximo era eu, para minha infelicidade. - Dinheiro não trás felicidade. O que estava do meu lado disse. - Verdade, você viu o noticiário? O outro perguntou. - Do assassinato do empresário? - Viu, não adianta ter dinheiro. É cada coisa que acontece nessa vida. - Para que ter tanto dinheiro, se no final nem aproveita. - Bem jovem ele era. - Verdade, dinheiro só atrai problema. Prefiro a minha vida simples, no final de semana faço um churrasco e convido a família. -…

EFEITO WERTHER (15)

EFEITO WERTHER (15) Acordei de manhã suado. As gotas de suor corriam da testa para a boca. Mais uma noite, mais um pesadelo. O quarto ainda estava escuro, estava sozinho, a mulher já tinha saído para ir trabalhar. Aquele lugar parecia uma cripta confortável. Acendi um cigarro e fiquei olhando para o contraste da brasa vermelha do cigarro e da escuridão do quarto. Senti uma sensação boa e confortante, poder não me ver e nem escutar nada. Todos já deveriam ter saído de seus minúsculos quartos para irem trabalhar ou fazer qualquer outra coisa. É muito bom poder estar sozinho, pensei. Fugir dessa existência mecânica de ter que chegar sempre em algum lugar, em alguma hora. Liberdade é não fazer nada pelos mesmos motivos. Ter a real compreensão da inexistência que se faz presente e perniciosa, sobre a forma de existência, que no fundo não existe, além de nosso ego e temores. Terminei o cigarro e fui tateando pela escuridão até encontrar a porta do banheiro. Acendi a luz, levantei a tampa da …

EFEITO WERTHER (14)

EFEITO WERTHER (14) Vejo a vida como uma escada maluca, a cada degrau que subo, o anterior desaparece.Não existe solução para isso. Tudo perde o sentido, um segundo depois que acontece. Nada justifica a minha existência, a não ser essa sensação de fracasso iminente. Terminamos as cervejas e nos despedimos. Voltei para a rua, fiquei um bom tempo caminhando sem saber para onde ir. Foi quando me lembrei do pequeno quarto da Patrícia. Caminhei em sua direção fingindo não sentir nada. Já era tarde, mas sentia que ela estava ali, apenas me esperando. Esperando algo que a tirasse de sua própria inexistência. Tínhamos um acordo, que nunca consegui cumprir. Ela só não queria ser enganada, e eu só sabia enganar. Comecei a bater palmas em seu portão, outros inquilinos saíram para ver quem era. Mas eu era ninguém, ninguém conhecido. E voltavam para seus minúsculos quartos decepcionados. Como criaturas das sombras que saem para ver alguma luz e encontram apenas mais sombras. Patrícia foi a ultima a…

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