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DICA DO DIA

NOTAS DE UM VELHO SAFADO Charles Bukowski





NOTAS DE UM VELHO SAFADO
Em Notas
de um velho safado
, a América tem uma
cara de 50 anos, corpo de 18 e desfila de calcinha rosa claro e salto alto na
madrugada corrosiva de Los Angeles. A América é um sapatão furioso com uma
garra metálica no lugar da mão esquerda e não quer saber de transar com o Velho
Safado. A América é uma deusa milionária com a qual ele se casa e da qual
amargamente se separa. A América é uma prostituta, 150 quilos, um metro e meio
de altura, que peida, uiva e destroça a cama quando goza. A América é também
estudantes e revolucionários proferindo discursos inflamados em parques
ensolarados de São Francisco no final da década de 60. A América é Neal Cassady
dirigindo alucinadamente pelas ruas de Los Angeles, pouco tempo antes de morrer
de overdose sobre os trilhos de uma ferrovia mexicana. A América é Jack Kerouac
e Bukowski poetando na Veneza californiana. 



Notas de um
velho safado
 forma um conjunto de histórias excepcionais saídas de uma
vida violenta e depravada, horrível e santa. Não podemos lê-lo e seguir sendo
os mesmos.
Charles Bukowski

Nasceu em
Andernach, na Alemanha, a 16 de agosto de 1920, filho de um soldado americano e
de uma jovem alemã. Aos três anos de idade, foi levado aos Estados Unidos pelos
pais. Criou-se em meio à pobreza de Los Angeles, cidade onde morou por
cinqüenta anos, escrevendo e embriagando-se. Publicou seu primeiro conto em
1944, aos 24 anos de idade. Só aos 35 anos é que começou a publicar poesias.
Foi internado diversas vezes com crises de hemorragia e outras disfunções
geradas pelo abuso do álcool e do cigarro. Durante a vida, ganhou certa
notoriedade com contos publicados pelos jornais alternativos Open City e Nola
Express,
 mas precisou buscar outros meios de sustento: trabalhou 14
anos nos Correios. Casou, se separou e teve uma filha. É considerado o último
escritor “maldito” da literatura norte-americana, uma espécie de autor beat honorário,
embora nunca tenha se associado com outros representantes beat,
como Jack Kerouac e Allen Ginsberg.
Sua literatura é de
caráter extremamente autobiográfico, e nela abundam temas e personagens
marginais, como prostitutas, sexo, alcoolismo, ressacas, corridas de cavalos,
pessoas miseráveis e experiências escatoló­gicas. De estilo extremamente livre
e imediatista, na obra de Bukowski não transparecem demasiadas preocupações
estruturais. Dotado de um senso de humor ferino, auto-irônico e cáustico, ele
foi comparado a Henry Miller, Louis-Ferdinand Céline e Ernest Hemingway.


 (Fonte LPM)

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